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24 abril 2006

ATITUDE? QUEM SE IMPORTA?

NÃO ME INCOMODEI !!!
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

Martin Niemöller, em seu livro "Do Submarino ao Púlpito", 1933


Recebi o texto acima, enviado por meu amigo, Carlos Siebra.
Às vezes não temos as informações sobre a história. E muitos não sabem o que aconteceu nos bastidores dos tempos do Nazismo.
O autor dos versos acima foi o teólogo e Pastor Luterano, M. Niemöller (1892-1984), fundador do movimento anti-Nazista "Igreja Engajada". Leia mais sobre o Rev. Niemöller no site da Rádio Deutsch Welle: Clique aqui para ler

Ele retratou muito bem em seus escritos o fato de que a acomodação e a aceitação do Nazismo por parte dos protestantes alemães, foi um dos grandes motivos para que tal movimento se desenvolvesse na Alemanha. Anos mais tarde Niemöller tornou-se ferrenho opositor do Nazismo. Sua atitude em opor-se ao governo de Hitler, levou-o a ficar preso de 1937 a 1945.

O trecho é uma mensagem que faz muito sentido para mim. Vejo-o, também, aplicado em alguns outros contextos da vida.

Eu tenho facilidade de sentir a dor do meu próximo e tomo as dores dele.
Quando acontece comigo não tenho esta mesma predisposição.
Não disputo por causas próprias, mas pelas causas do meu próximo. É muito bom acreditar na lei da reciprocidade, assim como ensinou Jesus: "Como quereis que os homens vos façam fazei-o vos a eles" Lucas 6:31
Se está doente, marginalizado, com lutas e sem recursos, visito-o até vê-lo restaurado e faço o que posso pra minimizar suas dores.
Raríssimas foram as vezes que alguém comprou minhas lutas. Não nutro esta esperança, melhor mesmo esperar que Deus lute por mim!
Muitos se esquivam escondendo-se detrás de conveniências, de muitas tarefas e muitas desculpas esfarrapadas. Na verdade não querem se comprometer.
Preferem ficar assistindo, assim como acontece com os acidentes de trânsito. Todos querem ver, mas ninguém se envolve.
Aprendi com meus pais, que viviam na prática um cristianismo do compromisso com o que criam. Aprendi que ser cristão é empatia, comprometimento.
Como meus pais, também NÃO tenho a característica de deixar passar e ficar olhando as coisas acontecerem ao meu redor.
O texto de Niemöller, é uma confissão de alguém que percebeu que deveria ter tomado uma atitude antes em favor do próximo.

Uma triste realidade do que aconteceu na história da Alemanha.

Releia o texto e veja se sua acomodação não virá um dia a ser um grande problema para você.
O indivíduo que não se incomoda, com certeza a vez dele chegará e já não haverá mais ninguém para se importar.

APRENDA A TER ATITUDE !!!

Até +,
Caleb Castellani

13 abril 2006

SPURGEON - ALIMENTANDO AS OVELHAS OU DIVERTINDO OS BODES?


Caros amigos,


Parece que a há uma urgente necessidade de que a velha, mas sempre atual, reflexão de Spurgeon, seja lida e conhecida da nova geração de crentes nas mais diferentes denominações eclesiásticas.
Este alerta parece cada vez mais atual!
Em tempos em que muitas igrejas mais parecem agência de Turismo, Entretenimento, Shows, Showmícios e Cia!!!
Que Deus continue usando este texto com poder e graça em sua vida, querido leitor.
No amor de Cristo, Pastor Caleb


ALIMENTANDO AS OVELHAS OU DIVERTINDO OS BODES?
"Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber.

Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões.

Meu primeiro argumento contra tal tipo de prática é este: As Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela? “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) — isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: “E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do Evangelho”, assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia. Sequer ocorreram à mente do Senhor Jesus.


E mais: “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4.11). Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? O Espírito Santo silenciou a respeito deles. Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Os concertos de música não têm um rol de mártires.

Digo mais: Prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos. Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? “Vós sois o sal”, não o “docinho”, algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Lc 9.60). Ele estava falando com terrível seriedade!

Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: “Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente amanhã, algo atraente e breve, com pouca pregação. Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira!” 



Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los. 


Qualquer coisa que tinha a aparência de brincadeira evidentemente foi deixado fora das Cartas. Os apóstolos tinham confiança irrestrita no evangelho e não utilizavam de outros instrumentos.

Eles não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Espalhados por causa da perseguição foram a muitos lugares pregando o Evangelho. Eles “transtornaram o mundo”. Essa é a única diferença!



Senhor, limpe a igreja de todo o lixo e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos antigos apóstolos*.

Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical.

A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do Evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz.


A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produza devoção verdadeira no íntimo dos convertidos."



Por Charles H. Spurgeon, pastor batista, que nasceu em 1834 e morreu em 1892.


*  Nota do Pr. Caleb: Entenda-se "antigos Missionários"