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01 outubro 2016

Epidemia: Pastor se esgota e se demite no domingo passado

A dor de um pastor é intensificada debaixo de impiedosos holofotes, enquanto a dor de outro é desconhecida. Ambas doem igualmente. Não fica mais fácil. Não importa quantas vezes você ouça sobre isso. E estamos ouvindo muito sobre isso ultimamente. Em números epidêmicos.

Outro pastor anunciou à sua chocada congregação que ele não podia mais. Ele os amava. Ele estava orgulhoso do trabalho do Reino que haviam feito juntos por anos. Mas suas prioridades estavam desajustadas. Ele havia posto todo seu tempo e energia na igreja e havia negligenciado sua própria saúde espiritual e emocional. Ele pediu à congregação que orasse por ele e sua família enquanto enfrentavam a próxima fase difícil de suas vidas – sem saber o que esta fase traria. Então ele reuniu a congregação de 20 pessoas na frente da igreja para orarem juntos uma última vez. Ele por eles. Eles por ele e sua família. Oraram, abraçaram, choraram e disseram adeus.

Enquanto escrevo esse artigo, aquele pastor está encaixotando seus pertences numa van para se mudar da pequena cidade que eles chamaram de lar por mais de uma década. Por agora, eles vão viver com os pais da esposa para se recuperarem.


Muitos pastores esgotados


Infelizmente, aquele pastor não foi o único a ter uma história dessas no último domingo. Aconteceu com centenas. Este ano, milhares vão deixar o ministério, esgotados e machucados. De igrejas grandes e pequenas, em crescimento e estagnadas. Ouvimos quando os pastores famosos desistem ou se esgotam. É o preço da fama. E é muito alto. Tanto o sucesso quanto as falhas são ampliadas. Mas um preço diferente é pago por aqueles que não são conhecidos fora de suas famílias e pequena congregação.

Enquanto os sucessos e dores de pastores conhecidos são destacados, os sucessos e dores de pastores de igrejas pequenas são ignoradas e esquecidas. Ambos são igualmente machucados. Ambos carregam o peso dos problemas que os levaram a deixar a igreja, e frequentemente o ministério. A dor do pastor da megaigreja é intensificada por falhar debaixo das luzes da ribalta, enquanto que a dor do outro é aumentada por cair no anonimato. Esquecido por quase todos. Ambos os cenários são tóxicos. Eles entristecem o coração de Jesus, prejudicam Sua igreja, devastam com as famílias dos pastores, arruínam ministérios e tornam difícil aos membros da igreja confiar num pastor novamente - ou confiar em Deus novamente.


Mudar o paradigma de sucesso da igreja


Não precisa se desse jeito. Não deveria ser desse jeito. Precisamos abandonar as expectativas não bíblicas que foram colocadas nos ombros dos pastores. Ou que nós próprios colocamos nos nossos ombros. Pastores nunca foram destinados a carregar esse fardo tão grande. Nenhuma pessoa é capaz de ser pregador, professor, “lançador de visão”, CEO, líder, evangelista, ganhador de almas, angariador de recursos, conselheiro matrimonial, e todo esse modelo de virtude que esperamos que os pastores sejam – muitos deles enquanto trabalham a tempo inteiro fora das paredes da igreja. Mas tem sido assim por tantos anos que às vezes parece uma locomotiva sem freio que não pode ser parada. Precisa ser parada.


Redefinindo o sucesso no ministério


Ninguém pode parar essa locomotiva a não ser nós, pastores. Precisamos dizer “não”. Para alguns de nós, isso significa dizer não às expectativas irracionais dos nossos membros, diáconos e oficiais da denominação. Mas para todos nós significa dizer não às nossas próprias expectativas não bíblicas. Dizer não a um paradigma que nós construímos e perpetuamos em volta de uma combinação dos nossos egos e inseguranças. Nós não somos os construtores da igreja, Jesus é. Não somos capazes de nos matarmos de trabalhar emocionalmente e espiritualmente sem que alguma coisa quebre dentro de nós. Não podemos continuar nos forçando fisicamente com poucas horas de sono, muita comida e pouca atividade física. Não podemos continuar negligenciando nossas esposas e famílias enquanto queimamos a vela dos dois lados e não esperar que todo mundo – nossas famílias, igrejas e nós mesmos – pague um enorme preço por isso. Precisamos redefinir com que o sucesso ministerial se parece, porque muitas pessoas boas estão sendo machucadas enquanto perseguimos nossa atual e insuportável versão de sucesso.


Orem uns pelos outros


Faça uma pausa hoje. Respire. E ore. Ore pelos pastores feridos, conhecidos e desconhecidos, que deixaram uma igreja que eles amavam – e talvez ainda amem. Ore pelos pastores famosos sofrendo debaixo da insuportável luz da ribalta. Ore pelos pastores desconhecidos que se sentem perdidos e esquecidos. Ore pelas famílias que suportaram anos de dor em silêncio, e que agora têm suportado ainda mais. Ore pelos membros da igreja que não sabem se se sentem bravos, tristes ou outra coisa. Ore para que o Deus que prometeu que Seu jugo era suave e o seu fardo leve, alivie os fardos mais pesados que nós colocamos sobre nossos próprios ombros. E que troque por Sua paz, Seu conforto e Sua esperança."


Karl Vaters - Christianity Today
Extraído de http://www.christianitytoday.com/karl-vaters/2016/september/epidemic-another-pastor-burned-out-and-quit-last-sunday.html
via Estudantes de Teologia - http://doutrinacalvinista.blogspot.com.br

07 abril 2012

COMO BODES TRATAM OS PASTORES DE OVELHAS

Ser Pastor, um grande desafio!

Se o culto termina cedo: "O pastor é muito frio e metódico, ¨Não deixa o Espírito Santo operar."
Se o culto excede do horário: "O pastor é irresponsável e impontual."
Se vem um pregador de fora excede o horário: "Como Deus usa aquele homem, olha só que horas o culto acabou!"
Se o pastor excede o horário: "O pastor não entende que temos de trabalhar amanhã cedo, tudo tem que ser feito com ordem e decência!"
Se Deus usa um pregador de fora: "Que homem usado por Deus!"
Se Deus usa o pastor: "Está querendo se mostrar e imitar outros pregadores."
Se o pastor prega muito: "É muito chato e cansativo!"
Se prega pouco: "Não conhece bem a palavra, por isso não tem o que pregar."
Se a mensagem do pregador de fora falou em sua vida: "Aquele sim, tem o Dom de discernimento."
Se a pregação do pastor falou em sua vida: "Ele sabe tudo de mim, está querendo me expor."
Se o pastor faltar a algum culto: "É sem cuidado com suas obrigações."
Se algum irmão ou obreiro falta: "Estava cansado e precisava relaxar um pouco."
Se o pastor não visita: "É descuidado e relaxado com suas ovelhas."
Se visita: "Não tem mais o que fazer, gostar de viver nas casas para 'filar a bóia' dos irmãos."
Se sai de casa muito: "Não cuida de sua família."
Se é caseiro: "É preguiçoso."
Se anda mal arrumado: "É muito relaxado, descuidado e pobre."
Se anda bem arrumado: "É metido e quer ter aparência de rico." (ou "Almofadinha" como um pastor foi chamado)
Se os filhos do pastor são peraltas e erram: "O pastor não os educa adequadamente e não os disciplina."
Se são seus filhos ou dos irmãos: "Criança é assim mesmo. Carecem de misericórdia e orações."

A Bíblia diz: "Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil." (Hebreus 13:7 e 17)

Como você está tratando, amando e honrando seu pastor e a família dele?
Você é Ovelha dócil ou um Bode azedo?

SE VOCÊ FOSSE PASTOR, GOSTARIA DE TER UMA OVELHA IGUAL A VOCÊ NO REBANHO?

(Extraído do Blog do Massa e adaptado por Pr. Caleb Castellani)